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Em setembro de 1979, durante
a “I Reunião sobre Formação e Utilização
de Pessoal de Nível Superior na Área da Saúde
Pública”, reuniram-se na sede da OPAS, em Brasília,
técnicos, profissionais, alunos e professores da área
da Saúde Coletiva, empenhados em fundar uma associação
que congregasse os interesses dos diferentes cursos de Pós-Graduação
da área. Assim, foi criada a Associação
Brasileira de Pós Graduação em Saúde
Coletiva (Abrasco), com o objetivo de atuar como mecanismo de
apoio e articulação entre os centros de treinamento,
ensino e pesquisa em Saúde Coletiva para fortalecimento mútuo
das entidades-membro e para ampliação do diálogo
com a comunidade técnico-científica e desta com os
serviços de saúde, organizações governamentais
e não governamentais e com a sociedade civil.
Contando hoje com 34 membros institucionais (escolas, institutos
e departamentos de Saúde Pública/Coletiva e Medicina
Preventiva e Social) e mais de 3.500 sócios individuais (trabalhadores,
professores e/ou pesquisadores em saúde), a Abrasco apóia
e desenvolve projetos, seminários, oficinas, publicações
e realiza os maiores congressos na área de Saúde Coletiva
da América Latina – o último, realizado em 2006,
contou com mais de dez mil congressistas. Além disso, doze
Grupos de Trabalho e quatro Comissões interdisciplinares
da Abrasco atuam na realização e de seminários
e oficinas temáticas, ampliando o escopo de atuação
da Associação para todo o território nacional
e América Latina, representando-a em fórum acadêmicos
e políticos, nacionais e internacionais, de discussão
e produção de conhecimento e intervenção
em saúde coletiva.
Ao longo destas duas décadas a Abrasco participou ativamente
nos fóruns de Ciência e Tecnologia, e no Conselho Nacional
de Saúde, construindo espaços de negociação,
e mantendo voz ativa na formulação e no monitoramento
das políticas públicas em saúde e em ciência
e tecnologia em saúde. No campo internacional a Abrasco é,
desde 2002, membro da Federação Mundial de Associações
de Saúde Pública (WFPHA) tendo realizado em conjunto
com a Federação o XI Congresso Mundial de Saúde
Pública e o VIII Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva,
em agosto de 2006, no Rio de Janeiro.
Em que pesem as dificuldades de editoria de periódicos científicos,
as revistas Ciência e Saúde Coletiva e a Revista Brasileira
de Epidemiologia, ambas trimestrais, cresceram em importância
na área, e em volume de artigos publicados, desde sua criação,
em 1996 e 1998, respectivamente. A indexação destes
dois periódicos em bases de dados de importância nacional
e internacional traduz seu reconhecimento e relevância junto
à comunidade cientifica.
A ampliação dos programas de Pós Graduação
no país, a busca crescente por inflexões na Saúde
Coletiva das atividades de graduação, o reconhecimento
progressivo de que a complexidade da saúde pública
exige maior integração entre os serviços e
os centros de produção de conhecimentos, bem como
a incorporação de profissionais na rede de serviços,
em especial nos Programas de Saúde da Família, são
indicativos da tendência de ampliação dos horizontes
de atuação da Abrasco. A Associação
tem procurado, ao longo de sua trajetória, reafirmar os princípios
históricos de justiça, eqüidade e cidadania,
reiterando seus compromissos com o aprimoramento e renovação
do campo de conhecimento e atuação da Saúde
Coletiva no Brasil e com o fortalecimento do debate político
e melhoria da qualidade de vida dos brasileiros.

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